quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Exílios

Depois de tantos anos, uma troca de olhares e a saudação 'Namastê!', com mãos juntas e reverência. 'Asinha?' Na sonoridade do nome antigo, o voo da Fênix no corredor empoeirado pela interminável obra do elevador. Apelido arriscado, pois alguma formalidade seria prudente considerando a sabedoria popular ligada aos gatos escaldados. Outros nomes foram pronunciados, juntando os cacos de notícias, no exercício de conferir o humor particular do destino. Reconheceram-se exilados do mesmo mundinho. No passado comeram da mesma comida e de vez em quando estiveram em margens diferentes do mesmo rio. Compartilharam a dor da difamação covarde, subreptícia, em nome dos céus, da obra, da vida, da morte, na unidade perfeita e higiênica dos radicais. Reconheceram-se nos ciclos humanos ambíguos e na força humana necessária para manter a própria honra, esse paradigma de caráter que une o jeca e o nobre. Asinha, Fueira, Lílis, Juca, Ninha, Cirim, Mêma e Bêra.